Acessibilidade

O fundamento teórico mais relevante para o conceito de acessibilidade é o Desenho universal, que é o desenvolvimento de produtos e ambientes para serem usáveis por todas as pessoas, na maior extensão possível, sem a necessidade de adaptação ou desenho especializado [4]. A ideia principal contida no Desenho universal é que o mundo projetado deve se adaptar o melhor possível a todas as pessoas, ao invés de exigir destas um grande esforço de adaptação. Estão de acordo com o Desenho universal, por exemplo, os ambientes que possuem rampas de acesso, banheiros e bebedores adaptados, fraldários, pisos podotáteis, elevadores com áudio e painéis em Braille, etc. outro exemplo são os filmes que possuem audiodescrição, legendas e tradução para LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

São sete os princípios do Desenho universal [12]:

  • Equiparação nas possibilidades de uso: pode ser utilizado por qualquer usuário em condições equivalentes.
  • Flexibilidade de uso: atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades individuais.
  • Uso simples e intuitivo: fácil de compreender, independentemente da experiência do usuário, de seus conhecimentos, aptidões linguísticas ou nível de concentração.
  • Informação perceptível: fornece de forma eficaz a informação necessária, quaisquer que sejam as condições ambientais/físicas existentes ou as capacidades sensoriais do usuário.
  • Tolerância ao erro: minimiza riscos e consequências negativas decorrentes de ações acidentais ou involuntárias.

  • Mínimo esforço físico: pode ser utilizado de forma eficiente e confortável, com um mínimo de fadiga.
  • Dimensão e espaço para uso e interação: espaço e dimensão adequados para a interação, o manuseio e a utilização, independentemente da estatura, da mobilidade ou da postura do usuário.

Ao se aplicarem à web os princípios do Desenho universal, conclui-se que os objetos e ambientes utilizados nos sítios devem ser projetados para serem utilizados, sem modificação ou assistência externa, pelo maior número de pessoas possível, independentemente de suas habilidades motoras, visuais, auditivas, táteis ou de qualquer outra condição que possa oferecer dificuldade na finalização de uma tarefa.

Os objetos e ambientes são veiculados na Internet por meio de códigos, que devem se adequar a certos padrões para permitir que tanto os controles de navegação quanto o conteúdo sejam compatíveis com a ampla variedade de dispositivos de acesso à web, e com toda a diversidade da tecnologia assistiva utilizada por pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Assim, todos os sítios web devem ser construídos de acordo com padrões, para que, quando reutilizados em escala, não ofereçam barreiras de acesso por toda ou parte da sociedade [13].